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Notícia

Walter Pereira/Assessoria Acamdoze


A Associação das Câmaras Municipais da Microrregião Doze (Acamdoze), realizou na tarde dessa quarta-feira (24), uma reunião online com o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Campo Mourão, major Cleverson Vidal Veiga para discutir a segurança pública na Comcam.


Participaram do encontro vereadores da região, o comandante do destacamento da PM de Engenheiro Beltrão, sargento Edwin Sontag, o gerente regional do IDR-PR de Campo Mourão, Jairo Quadros, que alertou sobre a necessidade de mais segurança também no meio rural, entre outras lideranças.


 Durante o evento, o presidente da Acamdoze, Luiz Tavares Rosa, vereador de Engenheiro Beltrão, diz que fará uma convocação às 25 Câmaras da Comcam, para a formação de uma espécie de consórcio para aquisição em conjunto de câmeras de monitoramento para serem instaladas nos municípios. Na Comcam, as cidades de Ubiratã e Engenheiro Beltrão são pioneiras com este tipo de sistema de segurança.


 “O
efetivo da Polícia Militar é muito escasso. Acredito que a instalação de câmeras de segurança, além de coibir a ação de marginais, vai auxiliar a Polícia Militar e Civil na resolução de crimes”, destacou. Segundo ele, a ideia é fazer com que as Câmaras da região abracem a causa. “A segurança pública é obrigação do Estado, mas dever de todos”, frisou. O projeto será apresentado às Câmaras e posteriormente discutido em um encontro presencial entre vereadores e a Polícia Militar, em Campo Mourão.


 “A população quer segurança. Muitas vezes anda amedrontada. A gente vê o serviço e o esforço da Polícia Militar, mas muitas vezes nem efetivo tem. Como legisladores temos que cobrar nossos governantes para que dê um olhar mais especial à nossa PM. E vamos para cima do Governador e dos nossos deputados com esta cobrança”, acrescentou.


O comandante do 11º BPM de
Campo Mourão, major Cleverson Veiga, comentou que o município de Ubiratã é o apogeu, na região, referente ao sistema de monitoramento de vias públicas com câmeras. Iniciou em 2015. Segundo ele, através de um convênio com a Secretaria de Segurança do Paraná (Sesp), as câmeras de Ubiratã são interligadas ao Sistema da Sesp. “Conseguem fazer o acompanhamento diretamente de Curitiba”, explicou.


Ele
comentou que projeto é uma iniciativa importante, que contribuirá para a segurança pública nos municípios. “E digo mais, onde há uma câmera instalada, pode passar uma sensação de segurança de até quatro policiais. A preocupação é que os equipamentos sejam de qualidade”, falou, ao comentar que o Batalhão apoia o projeto.


 O comandante do destacamento da PM de Engenheiro beltrão,
sargento Edwin Sontag, comentou que o sistema de monitoramento por Câmeras realmente traz vantagens par auxiliar a segurança pública nos municípios. “Tínhamos um projeto junto com o Ministério Público para conseguir implantar no município, mas por motivos burocráticos não alcançamos êxito”, frisou.



Segurança na zona rural

O gerente regional do IDR-PR, núcleo de Campo Mourão, Jairo Quadros, que participou da reunião, pediu na ocasião mais segurança no meio rural ao comandante do 11º BPM. “Além da segurança na área urbana temos que pensar na segurança na área rural. Atendemos cerca de 10 mil produtores na região e eles têm reclamado muito de furtos de gado, agrotóxicos e invasão em suas propriedades Está uma situação complicada e preocupante”, alegou.


Major Cleverson informou que
desde 2014 o 11º BPM desenvolve atividade de patrulha rural em toda a região. “Tínhamos três equipes: uma em Barbosa Ferraz, uma em Campo Mourão e outra em Ubiratã. Hoje são duas equipes, apenas em Campo Mourão e Ubiratã para cobrir os 16 municípios que pertencem ao 11º BPM. Sei que a demanda na área rural é muito grande”, falou, ao sugerir que seja feito uma lista com os números de telefones dos produtores rurais para criação de um grupo de WhatsApp para que haja uma interação mais direta entre os produtores e os policiais da patrulha rural. “Desta forma, qualquer situação pode ser repassada diretamente ao comando ele vai buscar atender de imediato”, disse major Cleverson,



Projeto piloto

O técnico de informática de Engenheiro Beltrão, Samuel Mazzinghy, com experiência neste tipo de sistema, também participou da reunião. Ele informou que cada município tem que ser estudado com um levantamento de custos e técnicas para implantação do projeto. “Cada cidade precisa de uma análise. Por isso não tem como padronizar um valor a todos os municípios em relação a estrutura para fazer funcionar o sistema de segurança nas ruas”, explicou.


 Ele citou o município de Floresta como um caso de sucesso na implantação do sistema. S
erviu, inclusive, de projeto piloto para outras cidades. Colocamos 18 câmeras fixas e uma giratória na praça central. Tem câmeras nas entradas da cidade, centro e em outros locais estratégicos. Em alguns pontos, utilizamos energia solar devido à distância de postes”, falou.


 Cada painel tem autonomia para manter a câmera em funcionamento por até seis dias
em caso de dias chuvosos. O projeto funciona no município há dois anos. Na época de instalação custou R$ 130 mil, recursos do Estado, via Secretaria Estadual da Segurança pública. A central foi instalada no destacamento da Polícia Militar.

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